Wednesday, August 27, 2008

texto em versos

EXPLODE A VIDA NA TERRA


Seu dia raia, suas dores semente...
Suas sombras... Assombram...
Eu achado palavras plantadas
Quando elas já não as sentem.
Ela acorda, cordas.
Ela leva o tempo dela e não sente
Hoje é planta ontem uma semente......




No valado onde o roseiral,
Aviltar-se o aroma das rosas
Invadem a quietude d’alma
Conduzindo-nos a levidão do ser




Lembranças.

Lembro ainda
Não faz muito tempo
Ou quem sabe só sonhe
Não importa se real ou sonho
Ainda esta em mim
teu carmim.
E te vejo:

Nua, de pé, solto o cabelo às costas,
Sorri. Na alcova perfumada e quente,
Pela janela, como um rio enorme
De áureas ondas tranqüilas e impalpáveis
Profusamente a luz do meio-dia
Entra e se espalha palpitante e viva.
Entra, parte-se em feixes rutilantes,
Aviva as cores das tapeçarias,
Doura os espelhos e os cristais inflama.
Depois, tremendo, como a arfar, desliz
Pelo chão, desenrola-se, e, mais leve,
Como uma vaga preguiçosa e lenta,
Vem lhe beijar a pequenina ponta
Do pequenino pé macio e branco.
Sobe... -- e que volta sensual descreve
Para abranger todo o quadril! -- prossegue,
Lambe-lhe o ventre, abraça-lhe a cintura,
Morde-lhe os bicos túmidos dos seios,
Corre-lhe a espádua, espia-lhe o recôncavo
Da axila, acende-lhe o coral da boca,
E antes de se ir perder na escura noite,
Na densa noite dos cabelos negros,
Pára confusa, a palpitar, diante
Da luz mais bela dos seus grandes olhos.

E aos mornos beijos, às carícias ternas
Da luz, cerrando levemente os cílios,
Satânia os lábios úmidos encurva,
E da boca na púrpura sangrenta
Abre um curto sorriso de volúpia...
Corre-lhe à flor da pele um calafrio;
Todo o seu sangue, alvoroçado, o curso
Apressa; e os olhos, pela fenda estreita
as abaixadas pálpebras radiando,
Turvos, quebrados, lânguidos, contemplam,
Fitos no vácuo, uma visão querida...

Talvez ante eles, cintilando ao vivo
Fogo do ocaso, o mar se desenrole:
Tingem-se as águas de um rubor de sangue,
Uma canoa passa... Ao largo oscilam
mastros enormes, sacudindo as flâmulas...
E, alva e sonora, a murmurar, a espuma
Pelas areias, se insinua, o limo
Dos grosseiros cascalhos prateando...

Talvez ante eles, rígidas e imóveis,
Vicem, abrindo os leques, as palmeiras:
Calma em tudo. Nem serpe sorrateira
Silva, nem ave inquieta agita as asas.
E a terra dorme num torpor, debaixo
De um céu de bronze que a comprime e estreita...

Talvez as noites tropicais se estendam
Ante eles: infinito firmamento,
Milhões de estrelas sobre as crespas águas
De torrentes caudais, que, esbravejando,
Entre altas serras surdamente rolam...
Ou talvez, em países apartados,
Fitem seus olhos uma cena antiga:
Tarde de outono. Uma tristeza imensa
Por tudo. A um lado, à sombra deleitosa
Das tamareiras, meio adormecido,
Fuma um árabe. A fonte rumoreja
Perto. À cabeça o cântaro repleto,
Com as mãos morenas suspendendo a saia,
Uma mulher afasta-se, cantando...
E o árabe dorme numa densa nuvem
De fumo... E o canto perde-se à distância...
E a noite chega, tépida e estrelada...

Certo, bem doce deve ser a cena
Que os seus olhos extáticos ao longe,
Turvos, quebrados, lânguidos, contemplam.
Há pela alcova, entanto, um murmúrio
De vozes. A princípio é um sopro escasso,
Um sussurrar baixinho... Aumenta logo:
É uma prece, um clamor, um coro imenso
De ardentes vozes, de convulsos gritos.
É a voz da Carne, é a voz da Mocidade,
-- Canto vivo de força e de beleza,
Que sobe desse corpo iluminado...

Dizem os braços: "-- Quando o instante doce
Há de chegar, em que a pressão ansiosa
Destes laços de músculos sadios,
Um corpo amado vibrará de gozo? --"

E os seios dizem: "-- Que sedentos lábios,
Que ávidos lábios sorverão o vinho
Rubro, que temos nestas cheias taças?
Para essa boca que esperamos, pulsa
Nestas carnes o sangue, enche estas veias,
E entesa e apruma estes rosados bicos... --"

E a boca: "-- Eu tenho nesta fina concha
Pérolas níveas do mais alto preço,
E corais mais brilhantes e mais puros
Que a rubra selva que de um tírio manto
Cobre o fundo dos mares da Abissínia...
Ardo e suspiro! Como o dia tarda
Em que meus lábios possam ser beijados,
Mais que beijados: possam ser mordidos!--"

Mas, quando, enfim, das regiões descendo
Que, errante, em sonhos percorreu, Satânia
Olha-se, e vê-se nua e, estremecendo,
Veste-se, e aos olhos ávidos do dia
Vela os encantos, -- essa voz declina
Lenta, abafada, trêmula...

Um barulho
De linhos frescos, de brilhantes sedas
Amarrotadas pelas mãos nervosas,
Enche a alcova, derrama-se nos ares...
E, sob as roupas que a sufocam, inda
Por largo tempo, a soluçar se escuta
Num longo choro a entrecortada queixa
Das deslumbrantes carnes escondidas...



Minha eterna amada
Minha paixao asolapada
Inquisidora do meu
pobre coração; No teu
ser eu me perco
fico cego e so penso
em ti; es tu o meu cerco
o meu calcanhar de aquiles
Es minha fraqueza
E a minha fortaleza
Sempre que tou perto de ti
Sinto algo que nunca senti
Quando te afastas apenas o nada
eu sinto Es o meu amor
o meu ardor
Es tu e só o teu ser
Que me dá tudo
Para viver
Contigo sou tudo
Sem ti sou nada

Tão perigoso e insensato
e sublime na verdade.
Delito qual não se realiza sonsinho
e vai se construindo devagarzinho.
Se mantem de pequenezas
e possamos fazer dele uma grandeza.`
É ter esperança...
muito além de uma criança.
Progridi o ódio passageiro no coração
e mima sua beleza com um perdão.
Acreditar sempre nele...
porque é o apelo de todas as respostas,
que ele próprio oculta suas perguntas
e formula suas propostas.
É ter o que amar...
e ter o que esperar... haaa o amor!!!

Não se por poesia ou paixão
No valado tudo é encantamento
O céu tem mais azul
As nuvens no firmamento



Formam figuras surrealistas
Com movimento de artista
Donzelas que montam dragões
O que você imagina no céu se forma
Bailado de nuvens
Rio de vapor que sobe para as nascentes
O sol vermelho de brasa
Mergulha por trás da serra
Dourando o pasto verde
A que preguiça
Viro-me na rede
No valado é assim
Vem tempo ruim


Laranja madura
Na beira da estrada
Não está bichada
E não tem marimbondo no pé
Tem inspiração do poema
E transpiração da lida

Minha Rede

Quando no cansaço
Encontro teu colo
Adormeço
Quando eu choro
Encontro teus braços
Envaideço
Quando triste
A tristeza não resiste
Teus balanços
Réus ringir
Aumenta o sono
Esqueço a ternura
Quando tu me abraças
Qual vontade de trabalho passa
Esqueço o que faço
Feliz ventura
Assim,, estou feliz
Es tudo que quis
Minha vida sem cobiça
Só de muita preguiça
Não é indolência.
Ou muito menos, preguiça
É o clima do valado
Que isso atiça
Haaa ....Que preguiça

AQUARELAS NO CÉU





As nuvens à homenagear Picasso
No céu de nuvem montam telas
As formações pincelam o céu
E o artista nunca esteve tão vivo
E arte ganha vida e movimento
Na seqüência de enquanto em movimento
Transforma-se ao vento
As imagens imaginação do artista
Destorcidas flocos de fator a visão surrealista..




MEU PAI


Meu pai tu dizias.....
A vida só interrompe
Nunca finda.
E, a minha esta por interromper
..............para onde irei,
Estarás comigo
Não estarei sempre
O universo e eu somos um
Tu e o universo e um outro
Estarei em ti e tu estarás em mim
O ciclo esta por se fechar
E ao pó voltarei.....
A água em mim
Foi vapor
Já foi chuva,
Integrou vegetal
Tomou tarde de animais,
Estou na ponta de teus cabelos
Estarei como vapor no ar.
Como elemento químico na terra
Como lembrança na saudade
Como poeta nos escritos
Como pensador nas duvidas
Como amante na desilusão









NAMORADO da MORTE


Eu namorado da morte,
Dos meus medos, não atrevo
fazer poesias.
Empresto do poeta a taça fria
Para dizer de minha agonia...
E beber com ele o fim
Da minha infinda agonia.
Morte linda fêmea
Deita teu corpo junto ao meu
Levanta teu manto
E beija me com tua boca fria
Leva me ao orgasmo fatal
Para que eu deixe em teus cabelos
Meu ser mineral









ANALOGIA




Meu doce, mel
Ricamente embrulhado
(elegante vestis).
Papel alumínio revestimento interno.
(Lingerie intima e transparente).
Visão de agradável estima
Faz salivar, abundante enzima.
Desembrulho cuidadosamente
(Tiro lhe as vestis).
Deixo a mostra à cobertura de chocolate.
Tua pele banco,
(chocolate lacta).
A auréola rosada de teu peito
Chocolate ao leite.
Tua calcinha acetinada
Ultima invólucro.
Amostra um bombom
Recheado de passa e leite de moça
Do recheio um néctar
A forma do bombom, majestosa, impar.
Mordo gentil e maliciosamente
Beijo tua boca
Lá o sabor com emoção
Dentro na camada mais profunda
Encontro mel e creme goiaba.
Tua gruta, a casa de chocolate
Maria de Joãozinho
E eu, Joãozinho de Maria.
O fadário a impossibilidade instantânea
Mas com Joãozinho e Maria
Venceremos a bruxa.
Água meus netinhos.
Azeite, senhora velha









CARA SENHORA


Cara senhora,com foste cantada
em versos e trovas...
verso, que não soubeste existir.
por excelso medo do poeta
Como alçar sem perder a sustentação
como cantar uma deusa sem afrontar
como um amor terreno e entendido
uma deusa mulher poder excetuasse
do desejo carnal....incita
o poeta. E a Deusa?...
de pele monera e nua
mesmo de roupa translúcida vejo.
Cresse entender.....
Que o verso estimular a deusa
E excitada gemo de desejo
Sonha em versos o poeta
E no banque divino suplica
Deixa te escrever versos
.........................
Ascidiadas a deusa concorda

De imediato rogo inspiração

............................
Ao olhar mostras a singeleza,
Fortaleza sutil e mansa
Que debela minha alma.
Açoita meus desejos de macho

Pedi pra dizer de meus sentimentos
Falar de tua importância e anseio,
Permitisse ao poeta afoitar
Ousadia de poeta é amar

Eu te amo
antes e depois de todos os acontecimentos.
Na profunda imensidão do vazio
e a cada lágrima dos meus pensamentos.


Eu te amo
em todos os ventos que cantam,
em todas as sombras que choram,
na extensão infinita dos campos,
até a região onde os silêncios moram.


Eu te amo
em todas as transformações da vida
em todos os caminhos do medo,
na angústia da vontade perdida
e na dor que se veste em segredo.


Eu te amo
em tudo que estás presente
no olhar dos astros que te alcançar
e em tudo que ainda estás ausente.


Eu te amo
desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
e antes do primeiro riso.
Eu te amo perdidamente
desde a grande nebulosa
amo-te faz tempo, desde agora.





A ATMOSFERA




A atmosfera que te envolve,
atinge tais atmosferas,
que transforma muitas coisas
que te concerne ou cercam.


E, como as coisas, palavras...
impossíveis de poema:
exemplo à palavra conta
e até este poema senti.


É certo que tua pessoa
não me faz dormir, desperta,
desperto para um sonho e,
em sonho sempre a ti vejo


Sempre debruçada na seda
onde vejo tua silhueta,
e da fresta, a pálida lua
ilumina tua pele nua...


Não há contraste, tua pele
entre a prata luz do luar
e tua macia carne nua,
equilíbrio de cor e sedução.


É certo que a superfície
de tua pessoa externa
de tua pele e de tudo
isso que em si tateia.


Nada tem da superfície
Luxuosa, falsa, acadêmica,
De uma superfície quando
Se diz que ela é “uma seda”


Não é a ternura da pele
A doçura de teus lábios
Que a perpetrar diferente,
Mas a veracidade do ser


Mas em ti, em algum ponto,
Talvez fora de ti mesma
Talvez mesmo no ambiente
Que ilumina quando chegas


Tua sedução dominante,
Abraça o meu carente ser .
Descortina horizontes.
Faz-me grato tua existência.




SEM RIMA OU MÉTRICA


Esqueço métrica e rima
Sigo o que instinto ensina
Pra dizer de um sonho
Que foi real suponho...



Frente à multidão, eu só
E confuso braço agitado
Deixei cair a mão
Que repousou macia
Entre tua macias pernas,
Que desapercebida vinha,.
A confusão me entonteceu,
Devia desculpas,
Pelo feliz desatino
Não me desculpei
Acordado sonhei...
A maciez tua em mim
Mesmo por acidente
Pude sentir a intimidade
Mesmo sem maldade
Como desejei fosses minha.
De repente saio da realidade
Para o sonho de tesão
Volto-me, puxo-a, beijo-te
E sou beijado, um forte abraço
Tua boca encontra a minha
Teu corpo junto ao meu
Loucura de desejo.
Em seguida logo vejo
Você que elegante se afasta
Só trombou em mim
E o desejo e sentimentos
Foram somente meus.
Tardiamente, perdão senhora...
Mas se assim procedo
É que só agora te conheço
Mas a muito te espero
Serás o beijo melhor de minha vida,
Ou talvez o pior... Glória e tormento,
Contigo à luz do firmamento subi,
Contigo fui pela infernal descida
E do teu susto amargo me alimento
Beijo extremo, meu prêmio, meu castigo
Batismo e extrema-unção, naquele instante
Por feliz eu não morri de castigo
Incidente bendito e anseio delirante
Perpetua saudade de instante.









GALOPE DO SONHADOR



Ao olhar mostras a singeleza,
Fortaleza sutil e mansa
Que debela minha alma.
Açoita meus desejos de macho
Égua me conduz a galopes
Agarro tuas transas crinas
E tuas ancas em açoites.
Assim, atira-me no abismo,
Caio de tua garupa.
A letargia que reprimi
Fortalece e conflita
Fortalece o homem
E conflita espera.





CRIME E CASTIGO DE UM SONHADOR



Escuta-me e assim saberás,
O que o amor exprime,
E ao meu desejo clama.
Amo-te e tocar-te é crime,
Se não por ação,
Mas por aspiração.
Sou criminoso.
És vítima indefesa
De um potencial criminoso,
Por mais que tenha remorso
Deixar o crime não posso.
Quanto mais te vejo
Maior é o meu crime,
Mais ardente meu desejo.
Desejo consumir teus beijos,
Deitar minha mão sobre teus seios,
Fazer-te minha,
Entrar nas tuas entranhas....
....................................................
Tua ausência, meu castigo.
Perdoa meu delito,
Aquieta-me no teu colo,
Deixa que meu coração repouse
Junto a teu peito.
Assusta o temor que me aniquila
Sufoca minha boca
Com tua boca.
Como castigo, mate-me,
Mate-me de prazer
Antes que eu morra de desejo.


IMENSO VAZIO

O Tempo desdobra mais uma espira
E o hoje que, que ontem era futuro.
Agora é presente....
A fantasia instigar a meditação
Asas da imaginação
No carrossel da translação
Iniciaremos mais uma viagem celeste
È só olhar pela vidraça
E,ver o transito de estrelas
Cometas asteróides e planetas,
Refletindo vejo lá fora
Mundo dos minerais
A vontade não existe
A autonomia neste ambiente não habita
Jaze a morte...
Onde o silencio mura..
A energia e a única dominante
A luz tem morada
Não reger.
A autoridade é das trevas..
A luz rompe o vazio
A nada, gente da transformação...
Ínvio em si mesmo,
Busca a vida...
Um só vegetal não existe
Só a energia que aproxima e enxota
Mantendo os corpos em equilibro
Saio da vidraça...
Vejo minha imagem refletida, homem!
Que evoluiu do vazio lá fora
Nasce mineral...
Cresci vegetal
Dorme animal....
Acordou HOMEM......



ETERNA SAUDADE


Vai pensamento ao passado
Mata a tristeza que me mata.
Mata morte, mata tristeza.
Matando a morte...
Matando a saudade..
Deixa que imaginando, veja
Quem, a muito, muito não via.
A via que resta ver e pensar.
Hei de via de pensamento...
Sufocar o sofrimento da saudade
Saudade de quem se foi...
Pra nunca volta
Por onde foste não vejo caminho,
Não posso te esperar
Então para um pouco onde estais,
Estende a mão e deixa que eu te siga
Onde quer que vais irei
Não reclamarei só que esta contigo
Meu Pai.




OLHOS: O SABOR DO VENTO

Procuro nos teus olhos
O sabor do vento
O canto das aves
O encanto da vida
O sublime prazer.
Procuro-te os beijos
dos lábios
As curvas colossais
Que gemendo em doces ais
Me transportam ao infinito
Ao amor
Ao sonho
À realidade




Quando morto
Cobriras minha face de rosas,
Enquanto meu corpo ainda cálido
Com ansiedade e sofreguidão
Esperam fechar o esquife
Retalharão minhas atitudes,
E no inventario de nefasto
Justiçarão meus atos
Palhaços hipócritas
Esquecidos da própria sorte
Piedosos infames
Esquecem de reverenciar
para em conforto próprio
exaltar minha partida.




Saudade e tesão

Teu sexo carne macia
Me inspira poesia divinal
Excitado pelo teu estro
Nasce um protesto
Por não serei minha
Por inteiro como sou teu
Coisa do ciúme que queixume
Como quimeras da saudade
Que a eternidade em um instante
Como fazer poesia de uma intimidade
Paixão ou saúdes
Foste como todo amor intenso
Ficando no meu corpo teu cheiro







IMENSO VAZIO

O Tempo desdobra mais uma espira
E o hoje que, que ontem era futuro.
Agora é presente....
A fantasia instigar a meditação
Asas da imaginação
No carrossel da translação
Iniciaremos mais uma viagem celeste
È só olhar pela vidraça
E,ver o transito de estrelas
Cometas asteróides e planetas,
Refletindo vejo lá fora
Mundo dos minerais
A vontade não existe
A autonomia neste ambiente não habita
Jaze a morte...
Onde o silencio mura..
A energia e a única dominante
A luz tem morada
Não reger.
A autoridade é das trevas..
A luz rompe o vazio
A nada, gente da transformação...
Ínvio em si mesmo,
Busca a vida...
Um só vegetal não existe
Só a energia que aproxima e enxota
Mantendo os corpos em equilibro
Saio da vidraça...
Vejo minha imagem refletida, homem!
Que evoluiu do vazio lá fora
Nasce mineral...
Cresci vegetal
Dorme animal....
Acordou HOMEM......



ETERNA SAUDADE


Vai pensamento ao passado
Mata a tristeza que me mata.
Mata morte, mata tristeza.
Matando a morte...
Matando a saudade..
Deixa que imaginando, veja
Quem, a muito, muito não via.
A via que resta ver e pensar.
Hei de via de pensamento...
Sufocar o sofrimento da saudade
Saudade de quem se foi...
Pra nunca volta
Por onde foste não vejo caminho,
Não posso te esperar
Então para um pouco onde estais,
Estende a mão e deixa que eu te siga
Onde quer que vais irei
Não reclamarei só que esta contigo
Meu Pai.

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